É uma ciência fundada na observação
dos componentes da célula animal ou vegetal.
Todo o indivíduo, macho ou fêmea, possui nas suas células de
reprodução (óvulos ou espermatozóides) cromossomas que estão
dispostas em pares (39 pares no cão, ou seja 78 no total).
Os cromossomas possuem no seu núcleo, partículas chamadas
de"genes" destinados a transmitir caracteres sexuais,
julgados por nós, como as qualidades ou os defeitos dos cães.
As células masculinas e femininas vão formar um ovo pelo
processo de fecundação. A metade dos cromossomas masculinos
vai juntar-se à metade dos cromossomas femininos para
constituir o património genético, que é o conjunto dos genes
portadores dos caracteres hereditários.
A repartição dos caracteres hereditários faz-se ao acaso,
que dificulta o estudo do modo da distribuição dentro das
células filiadas.
Para facilitar a compreensão deste mecanismo, recorremos às
leis de Mendel que estão na origem dos progressos efetuados
na genética.
(1) Experiências de Mendel:
Em preâmbulo, voltamos ao modo de transmissão dos caracteres
dominantes e recessivos, já citados. Um reprodutor possui,
por exemplo, um caracter é dominante aparente e um carácter
recessivo escondido.
No final obtemos o caráter dominante, mas se o seu caráter
recessivo se aliar, no outro reprodutor, com um caracter da
mesma natureza, este aparecerá na descendência para parelha.
(a) Primeiro exemplo de um só caráter genético:
Cruzar uma rosa vermelha (V.) de linha pura com uma rosa
branca (B.) de linha pura.
1ª Geração: flores rosas que não se assemelham aos
pais, que são uma mistura (V.+B.)
2ª Geração: o cruzamento de flores rosas dá flores
vermelhas, rosas e brancas.
As vermelhas e brancas dão as gerações futuras dão sempre
vermelhas e brancas, por conseguinte, da aliança de dois
genes respectivos idênticos. Os factores brancos e vermelho
são puros.
3ª Geração: rosais acopladas entre elas dão brancas,
rosas e vermelhas. Se as vermelhas e as
brancas são puras, as rosas são híbridas (mistura de genes
V.e B.)
b) Segundo exemplo para os descendentes parecidos com um
dos pais:
Agora, temos as ervilhas de grãos lisos (L.), e outras de
grãos enrugados:
(E.), Cada uma de raça pura. Fecunda-se as flores de uma
pelo pólen da outra.
1ª Geração: todas as ervilhas de grãos lisos, apesar
de uma mistura de genes lisos (L.) e enrugado (E.) Os
descendentes assemelham-se a um dos pais, o factor liso é
dominante.
2ª Geração (F2): o cruzamento da primeira
geração, entre ervilhas dão ¼ de ervilhas enrugadas e ¾ de
ervilhas lisas. Gerações seguintes: partindo de ¾ de grãos
lisos,os cruzamentos permitem identificar:
Por ¼ do total dos grãos lisos puros, se reproduzem
indefinidamente. Como na segunda geração, ¼ de enrugados e ¾
de lisas, estes são híbridos. Como no exemplo precedente, o
cruzamento de dois híbridos volta andar ¼ de lisos puros, ½
de híbridos mas de aparência
lisa (carácter dominante), ¼ de rugas puros.
Na presença de muitos caracteres, o trabalho complica-se em
virtude da destruição dos seus
caracteres hereditários se fazer ao caso.
É por vezes possível notar uma dominância nas gerações que
se seguirão.
(c) Terceiro exemplo com dois indivíduos de raça pura que
representam dois caracteres diferentes:
Acoplamos uma cobaia negra de pêlo curto (N.C.), com uma
cobaia fêmea de pêlo de pêlo branco e longo (B.L.).
Os genes (N.C.) são dominantes, os genes (B.L.) são
recessivos.
Na primeira geração,todos os descendentes assemelham-se a um
parente devido à dominância dos genes negro de pêlo curto
sobre os genes recessivos branco longo: são os híbridos ou
heterodiegético.
Na 2ª geração, os factores (negros/brancos) separam-se e
juntam-se independentemente aos fatores (curto/longo).
Obtém-se de seguida, cruzamentos de híbridos entre eles, 4
tipos com 9(N.C.), 3(N.L.), 3(B.C.) e 1(B.L.), ou seja, um
total de 16 combinações de genes sobre 4 tipos. Um só de
cada ipo, é homodiegético com pares desses animais, cruzados
entre eles, dão produtos diferentes
dos pais.
Os restantes são heterodiegéticos, mesmo sendo de aparência
semelhante. A presença de factores diferentes produzirá, em
caso de cruzamento, produtos instáveis e heterogéneos. Não
nos podemos fiar nas aparências, para se obter produtos
idênticos aos pais.
Esta transmissão hereditária de Mendel não é matemática e
não pode ser lida à letra! Dentro de cada raça, os
caracteres são muito numerosos (crânio, morfologia do corpo
ou dos membros, pigmentações, casos patológicos
transmissíveis, etc...).Todos estes elementos não são
distribuídosnuma ordem precisa, quer dizer, são distribuídos
ao acaso. Por vezes, existem caracteres dominantes que não
são, como vimos anteriormente, automaticamente
transmissíveis, mas precisamos deter em conta a seleção, que
aparece
frequentemente na sua descendência.
É preciso saber descobri-los para conserva-los na criação e
eliminar defeitos e certos caracteres ditos "letais" que
transmitem a morbidez (morte antes do nascimento, ou logo
após).
A tarefa do criador não é fácil! Deve-se ter uma grande
experiência, que só se adquire com o tempo.
Um espírito de observação muito desenvolvido, um
conhecimento preciso da morfologia do cão, da genealogia e
algumas noções de genética.
(2) Dados sobre a consanguinidade:
Para conservar o tipo de
raça, é preciso praticar a consanguinidade dirigida e
seleccionar.
Ocorre-nos que ela produz degenerescência, taras e
infecundidade. Isto é verdadeiro, mas da seleção mista,
feita pelo criador, deve fazer-se a triagem do tipo do joio.
Basta-nos constatar a selecção natural entre os animais
selvagens, que se reproduzem entre pais os mais francos
desaparecem, mas entre aqueles que sobrevivem podemos
observar vitalidade e beleza.
Não podemos esquecer que a constituição de uma raça só
acontece pela realização da consanguinidade.
Entre os faraós, os Patolomeus casaram-se entre irmãos e
irmãs. Estas uniões consanguíneas constituíram linhas de
pura beleza, do qual o Apogeu foi Cleópatra, que se tinha
casado com um dos seus irmãos.
Não nos parece que tais uniões tenham tido resultados
desastrosos, se consideramos a idade avançada dos faraós,
como Seti ou Ramsés II, e da longevidade, a mais importante
da história.
Pode-se resumir, que a mortalidade infantil e as taras
engendradas pelos casamentos consanguíneos, na análise de
períodos mais recentes como por exemplo a hemofilia na
família imperial russa ou do prognatismo na família
Habsbourg.
A consanguinidade tem inconvenientes, mas também tem
vantagens!
Aperfeiçoamento na qualidade ou da produção de leite e da
carne do gado, melhoria da constituição e velocidade dos
cavalos, que resultam da prática dos criadores, sensíveis às
qualidades que podem retirar da genética.
Os criadores de raças caninas, com pouca visão, opuseram-se
à consanguinidade, acabando por introduzir na sua criação
taras, muitas vezes irrecuperáveis. Mas a prática de
cruzamentos sem método nem discernimento conduziram a "pararem
no tempo" em relação
ao progresso que a ciência lhe poderia oferecer. É preciso,
portanto, abandonar o empirismo.
O principal objetivo da criação é a conservação do tipo da
raça, estabelecendo um programa baseado na selecção, no
cruzamento, na consanguinidade e no conhecimento de leis de
hereditariedade.
(b) Consanguinidade estreita:
É praticada entre parentes próximos, seja em linha directa,
entre pai e filha ou mãe e filho, seja em linha colateral,
entre irmãos e irmãs.
A associação de genes de dois conjuntos, faz com que
apareça-mos seus produtos as qualidades dominantes dos seus
pais, mas também, é claro, os defeitos: a selecção fará a
triagem.
Desde o começo da criação, na qual se deseja aperfeiçoar os
exemplares, criar-se-á várias estirpes provenientes dos dois
primeiros reprodutores escolhidos pelas suas qualidades (no
mínimo2ou3 estirpes).
É preciso, em seguida para cada uma, praticar uma criação
consanguínea muito estreita, sem se preocupar com as
aberrações que podem ser numerosas, nas primeiras gerações.
Entre os sobreviventes fortes de cada geração, é preciso
seleccionar severamente os animais robustos e os mais
conformes do tipo desejado, eliminando da criação os
reprodutores de aparência vigorosa, que daria má nascença
cachorros tarados.
Depois de algumas gerações assim conduzidas, podemos
permitir uniões entre sujeitos de estirpes sanguíneas
diferentes criadas paralelamente.
Teremos assim, fixado a individualidade de cada um, mas
também lucraremos de um certo grau de onerosidade (mistura
de sangues diferentes) suficiente para neutralizar alguns
genes raros letais que possam subsistir na estirpe
seleccionada.
Método de Cruzamento de (Out Cross Lienhart):
Certos criadores utilizam este método para melhorar a
sua fonte, que acabou por ser deficiente introduzindo um
sangue novo.
Utilização de um cão totalmente estranho à criação ou mesmo
num ascendente real.
Utilizando um reprodutor estranho, escolhido pelas suas
qualidades, para fecundar uma ou mais cadelas de criação, o
macho lega aos seus cachorros, a metade dos genes que venham
a juntar-se aos da mãe.
A primeira geração é habitualmente vigorosa. Nas seguintes,
deve-se utilizar unicamente um macho, o mais semelhante
possível à cadela reprodutora e prosseguir a consanguinidade
dentro desta linhagem.
Este método é um pau de dois bicos, em que arriscamos de
introduzir na nossa criação caracteres não desejáveis,
podendo destruir a homogeneidade pacientemente adquirida.
É preferível escolher um ancestral de grande mérito, ainda
capaz de procriar; a sua influência pode então exercer
largamente, por acumulação de genes favoráveis, e depois
continuar com a consanguinidade estreita entre pais e filhas
ou irmãs e irmãos.
Inconvenientes dos métodos de consanguinidade:
Exigem-se à partida, animais excepcionais. Caso contrário
arrisca-se a perpetuar linhas medíocres.
Estas linhas não são lucrativas, os defeitos são graves e é
fundamental eliminar impiedosamente as taras e os defeitos.
O criador deve ter paciência e perseverança, apesar dos
resultados serem por vezes aleatórios e decepcionantes. Deve
dispor de três requisitos:
espaço, tempo e dinheiro!
Este método, melhora em absoluto, não está ao dispor de
todos. E estes resultaram na criação moderna de animais
consumíveis (aves, ovinos, bovinos, cavalos) com resultados
espetaculares. É por vezes difícil de adoptar na criação
canina essencialmente amadora.
(c) Cruzamentos de exemplares pertencentes a famílias
diferentes:
É um método de selecção com base num conjunto de caracteres
aparentes. O cruzamento consiste em cruzar o melhor cão com
a melhor cadela, com base num conjunto de qualidades de
ambos ou por uma qualidade particular.
Podemos produzir um cão de exposição mas não se pode fixar
um carácter transmissível para a criação.
Se o resultado é satisfatório, é apenas provisório. É
necessário recorrer novamente à consanguinidade para fazer
com que apareçam, na sua descendência, caracteres dominantes,
qualidades, defeitos ou taras. Isto só é possível se
conhecermos o modo de transmissão.
(d) Transmissão hereditária de uma tara ou de um defeito:
1. Um macho aparentemente normal, portador de uma
tara escondida (dita recessiva), fecunda uma cadela sã. Os
genes do resultado do cruzamento repartem-se pela metade em
cada descendente, seja 50% de descendentes normais e 50% de
exemplares
aparentemente normais, mas portadores de uma tara invisível.
Nesta primeira geração não há aparição de taras e é
impossível distinguir um cachorro normal de um cachorro
portador.
É preciso sorte para escolhermos os bons cachorros!
2. Se reproduzir-mos com dois exemplares
aparentemente normais, mas cada um portador de uma tara, a
reunião de genes tarados incluídos em cada reprodutor geram
25% de exemplares normais, 50% São portadores aparentemente
normais e 25% são exemplares tarados (é o caso
de todos os híbridos). Mais uma vez, é preciso ter sorte na
escolha dos bons cachorros. (somente ¼ em vez de ½).
3. Nestas condições, como é que podemos identificar
um cão sujeito de ser portador de uma tara transmissível,
nas gerações futuras?
A solução mais segura e mais rápida possível é praticar o
teste de cruzamento experimental "test mating" ou então
"back cross" que consiste cruzar uma cadela com um cão
explicitamente tarado.
Se o cão é portador de alguma tara, terá na sua ascendência
50% de cães tarados aparentes, senão, o cão é normal, sem
tara. Toda a sua descendência é aparentemente normal, embora
portadores de uma tara transmissível às gerações seguintes.
Para simplificar, dizemos que, na prática, o teste mais
seguro na identificação de uma tara escondida é a produção
de pelo menos um exemplar aparentemente tarado, resultado da
união das taras de dois genitores.
Este artigo, publicado pelo mesmo
autor, está na sequência do anterior permite-nos
desmistificar expressões, tais como consanguinidade, taras,
etc.
Vai também perceber, porque só alguns criadores se perpetuam
no tempo.
Os regulamentos actuais de criação, praticados
essencialmente pelos países germânicos, querem
incutir-nos e mesmo obrigar a criar com base em modelos "científicos".
Convençase que criar é uma arte e o criador é o artista e
não é possível "castrar" a sua verdadeira inspiração!
Os métodos já expostos podem permitir obter uma criação
homogénea da raça pura. Este termo "raça pura" aplica-se ao
cão que descende directamente, sem cruzamento, da sua
própria raça.
Ao longo do tempo, o cruzamento entre raças diferentes era
praticado com a finalidade de recorrer a qualidades próprias
de cada uma delas.
Nesta selecção está igualmente, a consanguinidade.
Devido à diminuição dos cães existentes, provocado pelas
guerras e pelo desaparecimento de predadores de rebanhos,
individualizou-se um tipo de "raça".
Foi graças ao esforço dos cinófilos, mais conhecedores e aos
amadores que se produziram estalões, que reconhecem as raças
puras.
Ao longo do tempo, selecção e consanguinidade caminham de
mãos dadas.
Actualmente a genética permite compreender a transmissão de
caracteres hereditários.
O estudo da morfologia do cão, a sua ascendência e a sua
descendência, associada a uma consanguinidade racional e a
uma selecção rigorosa, permitem o melhoramento das raças.
Esta é uma tarefa, que é facilitada por um conjunto de
factores (aliados) incluídos em múltiplos genes, de que uma
adição cumulativa transmite hereditariamente certos aspectos
de conformação fortemente transmissíveis, tais como a
angulação anterior, o comprimento
dos membros, o tamanho, o comportamento, a inteligência
etc...
Esta morfologia depende de uma forte, hereditariedade
familiar, e é importante procurar qualidades nos ascendentes
ou descendentes dos reprodutores.
Diferente das leis de Mendel, que se aplicam a caracteres
transmissíveis independentes de um ou outros, existem num
mesmo cromossoma caracteres inseparáveis, ligados à
combinação inicial.
O criador deve procurar a concentração de genes, com base em
observações anteriores, dos melhores reprodutores para fixar
um ou mais caracteres particulares.
Isto só é possível se o criador dirigir a consanguinidade,
que a competência e espírito de observação lhe irão permitir,
na descoberta do caracter repetitivo, mais ou menos
aparentem, que se transmite ao longo da linha e eliminar do
seu canil os defeitos ou taras irreversíveis.
É preciso começar com progenitores de qualidade,
antecipadamente testados por um cruzamento experimental com
vista a eliminar uma tara ou pelo exame dos ascendentes ou
descendentes.
É igualmente possível verificar se o macho reprodutor "marca"
e criar com cadelas diferenciadas para controlar a
transmissão de qualidades.
É mais difícil faze-lo com uma cadela, já que a sua
reprodução é limitada no tempo. Aqui, o título de campeão
não é garantia suficiente.
Um campeão ou um cão nascido na casa de um criador com um
afixo reconhecido, podem gerar maus cães.
A introdução de um cão estranho vai provocar uma mistura de
sangues e portanto de qualidades ou defeitos que se
transmitirão às gerações seguintes. A utilização repetida de
um determinado cão destrói homogeneidade do canil, apesar de
uma selecção controlada e
de resultados aceitáveis:
O risco é grande de aparecerem defeitos ou taras
irreversíveis.
A consanguinidade estreita entre pais e filhos, com selecção
consciente, contribuem para fixar o tipo de reprodutor
escolhido.
Veja um exemplo teórico mas significativo:
cruza-se a filha com o pai, ou o filho com a mãe e na
segunda geração, a neta com o avô e na terceira geração o
bisneto com o bisavô e assim em diante...
Em cada geração, após separação dos cromossomas nas células
sexuais o cachorro gerado recebe metade dos cromossomas, os
genes do macho, mas perde de cada vez, a metade dos
cromossomas da fêmea.
Devido à concentração de genes do ancestral comum, temos
grandes possibilidades de encontrar um ou vários caracteres
na sua descendência, na condição de que outras não se percam
pelo caminho.
O Professor: Queinnec, exibe o processo seguinte:
50% Para o filho/a - 1ª geração
50 + 25% = 75% Para a 2ª geração
75 + 12,5% = 87,5% Para a 3ª geração.
87 + 6,25% = 93,75% Para a 4ª geração.
93,75 + 3,12% = 96,85% Para a 5ª geração.
O que é, em aproximadamente 10 anos, 5 gerações, o produto
acabado assemelhe-se verdadeiramente ao seu ancestral.
Para evitar os inconvenientes desta consanguinidade directa,
podemos praticar uma consanguinidade larga, ou seja, cruzar
pares cada vez mais longínquos, como por exemplo parentes de
3ª grau, tios e tias, primos e primas.
Para permitir a homogeneidade na criação é preciso fazer
consanguinidade estreita.
Para revigorar a criação, podemos utilizar, por vezes, um
reprodutor diferente, na condição que "marque" fortemente e
de voltar seguidamente à consanguinidade estreita.
Escolher sempre, bons reprodutores, pela sua morfologia e
pelos caracteres hereditários dos seus ancestrais ou
descendentes.
O jovem criador deve conhecer perfeitamente o estalão que
vai adquirir, por princípios sólidos de genética, isto é
importantíssimo!
Não esquecer estes princípios, para não assistir-mos ao
desaparecimento das verdadeiras raças
Perdigueiro Português.
Vitor Almeida.