Sou natural de Coimbra, com raizes maternas de Condeixa, onde fui buscar as minhas aptidões como caçador. O meu avô materno era um caçador sem arma, com licença de caça com pau ! Pois o meu pai não era um aficionado da caça embora tivesse arma, mas só por herança do meu avô paterno!
Foi em Junho de 2005 que adquirir as minhas belezas a Branca e a Fany, ao Sr. Adriano.
Deixo aqui o meu grande agradecimento, pelas belezas que me cedeu!
Não posso explicar, nem sei explicar o amor que tenho por estes belos animais, são uma coisa que é inexplicável na vida de 40 anos como caçador. O porquê? Não sei explicar, sempre tive amor pelos animais de estimação, e cães de caça, que eu me lembre sempre tive cães, eram cães que o meu avô "José Aleixo", que me oferecia de-vez em-quando, "era eu que lhe dizia... eu hoje vou levar esta ou aquele " que eram na maioria grandes cães, para a caça de coelho, lembro-me da
"Laica" da "Lacy" , o que me leva também a ter um bichinho mais pequeno claro, mas um sentimento de um dia poder vir mais tarde a fazer alguma coisa pelo "PODENGO PEQUENO PELO LISO
" . A morte do meu avô, foi como andar perdido sem saber bem como caçar, sem saber para onde ir, eu estava muito apegado a ele, era o meu idolo, e para não entrar em nostalgia dos belos momentos que tinha passado com ele, procuro outro local para caçar, o qual se faz na reserva em Cótimos, que fica muito perto de Trancoso, e aí o inicio a minha paixão pela caça às perdizes e aos cães de parar. Adquiro então em 1997 um Seter Irlandês, chamado " Kiko", que me tinha sido sugerido por um amigo, que caçava comigo aos patos. Era um cão de grande porte, um belo cão que ainda hoje recordo com grande saudade especialmente nas minhas caçadas aos patos, aí era um grande campeão! À morte dele, inesperada, oferecem.me um Braco Alemão e de um Epanhol Breton, mas ambos tiveram medo aos tiros.
Foi então que decidi comprar, Perdigueiro Português,
ouvia falar muita coisa, que era assim era assado, mas mesmo
assim resolvi comprar as minhas belezas, o qual me apaixonei!
Confesso que estava com um pouco de medo, com tantos mitos
que se ouvia por aí sobre o nosso Perdigueiro Português. Mas
como sou um homem de aventuras e gostar do que é português,
arrisquei; fiz uma pesquisa na internet, depois de ver
aquela foto mais em acima, e de pedir a opinião á minha
esposa se gostava da cor, da morfologia deles, pedi também a
opinião a alguns amigos, que até me aconselharam a não
comprar Perdigueiro Português.
Mas na verdade nunca pensei nas coisas que daí viriam a acontecer. Desde, a ajuda delas na recuperação da minha depressão, desde a minha entrada em provas, com os cães de parar, o qual seria o inimaginalmel em tempo anteriores, os conhecimentos de informatica que as mesmas me fizeram aprender, conhecimentos de amigos, pessoas de todo mundo, que em alguns casos formalisamos laços de amizade, a riquezas cultural, e cinófilia, se isto é "Deus", obrigado meu Deus por teres dado esta dávida"! Até hoje, nunca me arrependi de as ter comprado. Primeiro gostaria de ter um cão mais pequeno que o Setter, e depois queria ter um cão inteligente sem mitos nem fobias, no fundo um cão que fosse inteligente, com dinâmica, era aquilo que queria.
Foi isto tudo que eu encontrei nas minhas belezas, logo que as trouxe para casa, verifiquei que eram dinâmicas, sem mitos nem fobias, resumindo, sem medo de nada! A criação vem por exterior na procura de um progenitor para uma das minhas cadelas, naquele momento encontrei portas abertas e ao mesmo tempo portas muito fechadas, por pessoas que já cá andavam há muitos anos, no entanto consegui superar esse problema, devido à minha persistencia.
Criei o meu "Afixo (FLOR DA RIA)" em 2008 aprovado pelo
FCI, para o sentido de responsabilidade, e querendo melhorar
a raça.
Não faço visitas, nem ando em sociedade alguma, nem de salas,
nem de cafés. Fazê-lo seria sacrificar a minha unidade
interior, entregar-me a conversas inúteis, furtar tempo
senão aos meus raciocínios e aos meus projectos, de treino,
pelo menos aos meus sonhos, que sempre são mais belos que a
conversa alheia.
Sempre que me é possível estar com os meus cães de manhã, à
tarde à noite; a felicidade que lhes posso dar, diminuo-me a
mim-próprio, para lhes dar a felicidade que eles mais
precisam, os olhos deles brilham, os seus beijos, o entender
do que preciso, como os seus olhos reais, são aos meus olhos
e à minha mente o possível que lhes posso dar. Isto pode não
ser assim, mas sinto que é meu dever acreditar ser o melhor
caminho.
Trabalhar com nobreza, ouvir, aprender com sinceridade,
sentir as pessoas com ternura, quando me confrontam, sobre o
meu trabalho, sinto um orgulho enorme e esta é a minha
verdadeira filosofia.
É impossível que num tempo actual não seja o amanhecer de
outra era, onde os caçadores saiam de casa e apenas de um
simples virar da esquina tinha caça para abater. Tudo era
feito com coerência, dignidade, hombridade, respeito humano,
mas tudo se foi!
Os dois ou três casos pessoais que conheço do século passado, levam-me a
concluir que eram uma espécie de caçadores naturalmente
cheia paixão e de limitações, economicas e sociais, mas
digna, direita, capaz de repetir no fim da vida a palavra
com que se comprometiam no início dela. Além disso heróica
nas suas dores, sofrendo-as ao mesmo tempo com a tristeza do
animal e a grandeza da pessoa. Um deles era o meu avô!
Há dias passei por onde caçava, onde passei meus anos
cruciais na minha vida de menino caçador. Tudo estava
diferente, estradas novas, casas construidas onde caçava,
montes queimados pelos incendios, e alguns cheios de mato à
espera de algum criminoso que lhes chegue o fogo, a verdade
é que nem o panorama me dizia nada; tinha só uma nébula
sentimental de tudo aquilo, mas o concreto nem os degraus da
casa do meu avô eram iguais!
Não se pode fazer ideia da maravilha desta raça, pois ela
é como uma de filha de um poeta de meia tigela que hoje lê-se
versos impossíveis.
Cada português que se preza caçador deveria ter a suficiente
hombridade de ter um animal de raça Portuguesa, a qual se
quebram todas as vagas da inquietação, o que ajudaria ao
melhoramento e equilibrio das raças de caça, do que é do
nosso Portugal.
Talvez porque vivo mais tempo fora do meu país, sinto que o
português, apesar das fortes raízes nacionais que o
individualizam, entende-se perfeitamente longe de Portugal.
Há nele uma fraqueza de eterna disponibilidade, de pronta e
conciliante aceitação do que se lhe opõe, uma fraca
adaptação ás raças portuguesas, que fazem com que muitas
vezes a raça se perca nas mãos de pessoas que menos entendam
da raça, que muitas das vezes o seu mundo, fique incapaz de
proporcionar seu mundo astral. Daí não ter possivelmente
grandes possibilidades para exprimir muitas aptidões, a não
ser o seu lirismo de ser belo e popular, dócil, ternurento e
caçador!
O perfil de um cão é a sua personalidade profunda, que é inconfundível, é
como um ser humano, por variadas razões, o carácter, a
nitidez dos contornos que se podem esconder como o homem
como animal.
Pela força do perfil é a minha sombra do meu perfil,
circular, numa vinha, num monte, numa fraga, num rio,
circular até ao seu limite, atua robustez, reproduz o laço
de raiz, que nasceu entre nós, como uma grande duna que se
formou, grão a grão!
Infelizmente, não é por intermédio dos seus poetas líricos, criadores sem
escrúpulos, que vendem cachorros mal alimentados, que o mais
importante é mesmo os EUROS que realizam, não será assim que
desenvolvemos o "
Perdigueiro Português" digno dos
tempos que correm.
Só com a sua persistência o amor e a paixão, podemos
melhorar a raça, desenvolvê-la e corrigir os seus defeitos,
e isso são virtudes de um criador! Um criador nunca poderá
se tornar criador, se não vir os seus cães desenvolverem-se,
mesmo cedendo-os tem a obrigação de saber o seu
desenvolvimento!
Deito-me todos os dias, às horas e os minutos que for, a
pensar neles, destes anos de vida que passaram; vivo a caça
e os meus cães com paixão amor e dedicação, ficam as imagens,
no meu consciente, no meu pensamentos diário, como uma
máscara anónima. Agora retrocedo, leio os versos, conto as
minhas histórias no rol do meu coração, recordo o pesadelo
dos desejos, que tudo fosse diferente!
Como o inicio o meu texto; Não sei como explicar o amor e a
paixão que tenho pelo Perdigueiro Português, "como explicar",
ir a uma prova e saber que os resultados que eu mais
desejava não vão ser os que eu mais pretendia, como explicar,
vir de uma viagem com mais de 4000 km, colocar os meus cães
dentro da minha carrinha, fazer mais 400, ou 600 km para ir
a uma prova, ou ir à caça, como explicar, porque choro a
morte deles, como explicar quando cedo um cachorro e sinto
que algumas pessoas não lhe vão dar o amor que mais
necessitam, como explicar, sentir um arrepio na espinha,
quando vejo que falho uma perdiz depois de tanto trabalho
que eles tiveram para mim!
Mas uma coisa eu sei, que sinto um orgulho enorme
em ser Português e ter comigo umas das maiores referèncias
caninas Portuguesa!
Olho o deserto humano caçador, desolado, e pergunto porquê,
por que razão?
Nas dunas, no deserto, nos campos de treino; sózinho nos
treinos sinto no meu peito o vento passar, mas sinto a
felicidade de ser feliz quando estou com eles!
Obrigado tu que estás aì desse lado, leste o meu texto,
ficaste a saber um pouco mais sobre mim!
Perdigueiro Português.
Vitor Almeida.